SENTIMENTOS

SENTIMENTOS

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

CAI A CHUVA


E a chuva que cai
desgovernada do céu
torna os nossos os dias tristes
e escuros como bréu
Onde está o arco-iris?
que me aquece
enternece
e que me ilumina
mesmo sendo o oposto
eles afagam o meu rosto
cansado do frio
C.G




FERNANDO PESSOA – PEDRAS NO CAMINHO



Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…




PEDAÇO DE CARTÃO


Um lápis queria fazer uma lista de objetivos para o futuro. Gostava de escrever e principalmente de sonhar.
Precisava de uma folha mas o bloco de notas que estava ao seu lado já não tinha mais nenhuma. Restava apenas a contracapa de cartão. Decidiu que seria ai mesmo.
Escreveu o primeiro trecho: ”No próximo ano queria”.
Quando tinha acabado a letra “a” chegou uma borracha gorda e branca, empurrou-o com a sua barriga e aos saltos e corridas apagou a frase e desapareceu.
O lápis não gostou da situação mas como ainda não tinha decidido como iria completar o pensamento reiniciou todo o processo, agora com mais rapidez.
Então escreveu: “No próximo ano queria ser f”. A correr muito depressa veio novamente a borracha, empurrou-o para o chão e apagou tudo.
Agora já chateado e aborrecido. Levantou-se depressa e escreveu: ”Vou ser feliz”. A borracha gorducha já vinha a correr para apagar o texto quando o lápis se deitou em cima do texto impedindo-a.
A borracha com cara de má exclamou:
-Sai de cima do texto! A minha função é apagar! Já não há mais folhas! Na contra capa não se escreve!
O lápis, com um sorriso nos lábios respondeu:
-Podes dizer que não posso! Podes apagar o que faço! Podes impedir-me de tentar novamente mas enquanto eu tiver nem que seja um pedaço de carvão e um resquício de papel eu sonharei!
A borracha desistiu e partiu.